sábado, 30 de janeiro de 2016

Da série - Frases difíceis de contestar.


"O governo, de interventor sistemático da vida econômica, passa a interferir e a regular os diferentes modos de vida com a finalidade de enquadrá-los à agenda política ou à ideologia no poder ou aos projetos dos grupos de interesses e dos grupos de pressão, que, de minoritários articulados, passam a ditar os rumos da sociedade. Quando nos damos conta, há toda uma mentalidade, uma cultura e um ambiente construídos para deteriorar os valores, princípios e normas — e servir quem está no poder."
Bruno Garschagen
in Pare de Acreditar no Governo - Por que os brasileiros não confiam nos políticos e amam o Estado. 3ª ed. São Paulo: Record. 2015. p. 42.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sobre o direito...


Uma afirmação forte, desconfortante, mas catártica:

"O direito, quem faz o curso e quem é jurista, deve(ria) saber que hoje, o direito fica de quatro, como uma puta velha e barata, e acaba enrabado pela economia."

Paulo Ferrareze
in A indigência dos corpos -
http://justificando.com/2016/01/14/a-indigencia-dos-corpos/


domingo, 24 de janeiro de 2016

Se lembra coração...

AUSÊNCIA

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinicius de Moraes - Rio de Janeiro, 1935

domingo, 10 de janeiro de 2016

(...)


"...o presente é só uma rua onde passa quem me esqueceu..."

sábado, 2 de janeiro de 2016

Começando 2016...


2015 começou assim (clique)...
2016 começa assim...