sábado, 4 de abril de 2015

Coluna Diário de Classe - Revista Conjur (04/04/2015)


Amigos,

Recomendo a leitura da Coluna Diário de Classe - Revista Conjur (04/04/2015) assinada pelos Professores André Karam Trindade e Lenio Luiz Streck.

Imperdível!

Abraço a todos...

Segue trecho:
 
"...Assim, temos, de um lado, os congressos de Direito, sem debates. Solilóquios. De outro, no estrangeiro e na filosofia, colóquios. Está aí, na própria palavra, a diferença. Pensamos que devemos alterar esse quadro. Esse modelo “pastor e ovelhas” está esgotado. Duas a três mil pessoas escutando o sujeito dizer qualquer coisa e ninguém pode contestar. Nem os demais palestrantes que, por vezes “obrigados” a assistir na primeira fila (estão esperando a sua vez), podem dizer algo ou fazer perguntas.

Há também pouca preocupação com o aspecto didático-pedagógico nos solilóquios de terrae brasilis.  Reúnem-se professores das mais diversas estirpes e concepções sobre o direito. Em tese, isso parece ser bom, mas, o que tem a ver, por exemplo, professores que querem aprofundar os temas com professores que vão para dar espetáculo tipo-pastor-pentecostal, com discursos tão profundos quanto os calcanhares de uma formiga anã? Um palestrante fala sobre o problema da conceituação teórica dos princípios, os cuidados que se deve ter com os efeitos colaterais do ab-uso principiológico... Logo em seguida, vem outro palestrante, falando algo como “princípios são valores” e um monte de blás, blás, blás repletos de raciocínios raso-pequeno-epistêmicos. E a plateia vai ao delírio. A concorrência com os conferencistas que querem aprofundar os assuntos é desleal...

E o que dizer quando aparece o jovem pentecostal com o kit (neo) carreira jurídica (terno Hugo Boss e chave de seu carro Audi A4 sobre a bancada), trazendo exemplos da sogra, da zona do meretrício ou de algo correlato para explicar o conceito de um determinado artigo do Código Penal?..."

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