quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Para 2016...


Bem... para 2016, valendo-me de Vinicius, ainda que tenhamos qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade... um molejo de amor machucado... (1)
É importante cantar que:

"...A tristeza que a gente tem 
Qualquer dia vai se acabar, 
Todos vão sorrir...
Voltou a esperança, 
É o povo que dança, 
Contente da vida, feliz a cantar...
(...)
Porque são tantas coisas azuis,
E há tão grandes promessas de luz, 
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe..."(2)

Feliz Natal e Feliz Ano Novo!
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

"Top Seven" do que li em 2015 e como começarei 2016...

Olá amigos,

Fim de ano chegando e como já é tradição aqui no blog, elaborei a lista "top seven" dos melhores livros que li durante o ano que finda. A novidade este ano é que teremos uma lista "top seven" e não mais "top five" podendo conter livros técnicos ou não.

Abraços,

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Top Seven - 2015 

1.ª lugar - Dom Quixote - Miguel de Cervantes– Editora Penguin - Companhia das Letras.
2.ª lugar - O Dorso do Tigre - Benedito Nunes - Editora 34.
3.ª lugar - Que é a Literatura – Jean-Paul Sartre – Editora Vozes.
4.ª lugar - O Direito de estar só – Paulo José da Costa Jr. – Editora RT.
5.ª lugar - Cândido, ou o Otimismo – Voltaire – Editora Penguin - Companhia das Letras.
6.ª lugar - Direitos Fundamentais - Virgílio Afonso da Silva - Editora Malheiros.
7.ª lugar - A Barata de Martin Heidegger - Yan Marchand - Martins Fontes.

2016 começará com uma odisseia dublinense...


Sobre o direito...


"Envolvido há muitos anos com outras ocupações, esqueci completamente a ciência do direito. Inclusive tinha uma vaga ideia de que a maioria dos homens de hoje já tivessem se emancipado desta fraude. Por desgraça, vejo (..) que esta “ciência” ainda existe e continua produzindo efeitos nefastos. Pela mesma razão, sinto-me honrado de haver tido a oportunidade de manifestar o que penso sobre esta ciência. Creio que sou o único que pensa assim. Não aconselharia os “professores” dos diferentes “direitos”, que tem passado toda a sua vida estudando e ensinando esta mentira e que graças a este ensino criaram tal situação nas universidades e academias, imaginando ingenuamente que, ao ensinar suas “supervivências éticas”, fazem algo importante e útil. Não aconselharia esses senhores que abandonem sua ocupação. Como também não aconselharia os padres, bispos e arcebispos, que também têm dedicado toda sua vida a difundir o que creem necessário e útil. Mas a ti, jovem, e a todos os vossos camaradas, não posso deixar de aconselhar que abandoneis o mais rapidamente possível, antes que os corrompam por completo, antes que o sentido moral se entorpeça inteiramente, essa ocupação não apenas estúpida e embrutecedora, mas prejudicial e depravadora. "
(Carta a um estudante. Sobre o Direito - Liev Tolstói, escrito em 27 de abril de 1909. - Excerto retirado do impecável texto - O ceticismo jurídico de Tolstoi e as mazelas do Direito Brasileiro do Prof. Dr. André Karam Trindade publicado na Revista Conjur.)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Estou lendo...




A autora faz o relato dos últimos anos da vida de Jean-Paul Sartre, centrado nas reflexões do filósofo acerca da velhice, da morte e de outros temas sensíveis na sua trajetória intelectual. A primeira parte do livro baseia-se no diário pessoal da autora e em vários testemunhos que recolheu. Na segunda parte, uma série de entrevistas com Sartre complementa e ao mesmo tempo amplia as reflexões precedentes.




Como sinopse do livro segue breve excerto (p. 25):




quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Felicitações Natalinas.

Feliz Natal e Próspero 2016!
São meus sinceros votos.

Danilo N. Cruz.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Última flor do Lácio, inculta e bela... - O fim da Cosac Naify


Num país em que a corrupção é lastro cultural, não é de espantar que haja uma relação diretamente proporcional entre o aviltamento da coisa pública e da economia e o fechamento de boas editoras...
Foi com muito pesar que recebi a notícia do fechamento da Editora Cosac Naify (link)...
É com muito orgulho que ostento em minha pequena biblioteca as seguintes maravilhas que a Cosac me proporcionou!





domingo, 6 de dezembro de 2015

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

terça-feira, 27 de outubro de 2015

sábado, 24 de outubro de 2015

Publicação de Artigo.


Amigos leitores do blog,

Informo a publicação do meu artigo "Proto-filtros-conceituais para leitura do novo Código de Processo Civil brasileiro de 2015" nas revistas: "Direito UNIFACS" e "Revista de Doutrina do TRF da 4ª Região/EMAGIS".
Até a próxima,

Danilo N. Cruz.

Segue abaixo links para acesso às respectivas revistas:

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Que é a literatura?


"Tal é, pois, a "verdadeira" e "pura" literatura: uma subjetividade que se entrega sob a aparência de objetividade, um discurso tão curiosamente engendrado que equivale ao silêncio; um pensamento que se contesta a si mesmo, uma Razão que é apenas a máscara da loucura, um Eterno que dá a entender que é apenas um momento de história, um momento histórico que, pelos aspectos ocultos que revela, remete de súbito ao homem eterno; um perpétuo ensinamento, mas que se dá contra a vontade expressa daqueles que ensinam."

Jean-Paul Sartre
Que é a literatura. Petrópolis, RJ: Vozes. 2015. p.36.

Leituras que recomendo...


1 - Entrevista com o Professor Manuel Atienza Rodríguez, da Universidad de Alicante - Espanha.
2 - É ontologicamente impossível querer mais analítica e menos hermenêutica - Por Rafael Tomaz de Oliveira e Lenio Luiz Streck.
3 - Querendo ou não, para argumentar, necessito antes de hermenêutica - Por Rafael Tomaz de Oliveira e Lenio Luiz Streck.
6 - É preciso separar a academia da preparação para o Exame de Ordem - Por André Karam Trindade e Alexandre Morais da Rosa.

Abraço,


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Michelle Taruffo vs Teoria Narrativista do Direito


Em seu último texto na coluna "Diário de Classe" na Revista Conjur o Prof. André Karam Trindade relatou sua experiência em participar das XXIX Jornadas de la Asociación Argentina de Filosofía del Derecho, sobre o tema “Verdade, Justiça e Direito” que contou com a presença de especial convidado, qual seja, o Prof. Michelle Taruffo, eminente processualista italiano, professor ordinário da Faculdade de Direito da Universidade de Pavia. Recomendo a leitura da íntegra do texto. (clique aqui)

Assim, o mote deste post, aqui do blog, é reproduzir comentário que fiz lá na coluna "Diário de Classe" em defesa da "Teoria Narrativista do Direito" desenvolvida por José Calvo Gonzalez e contrária "de certa forma" ao posicionamento pregado por Michelle Taruffo que se denominou um "realista em filosofia"... Bem, juro que não entendi, mas...

Segue comentário. Para compreensão do contexto sugiro antes a leitura do texto do amigo Prof. André Karam.

Abraço,
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Caro Amigo Prof. André Karam
Espero que esteja bem!

Observe, o mundo nada mais é do que uma plêiade de representações fenomênicas… “a chuva” é uma representação fenomênica, que nada mais é do que água caindo do céu, ou seja, precipitação do vapor de água da atmosfera condensado ao se resfriar. A questão é que toda vez que chover eu não preciso descrever o fenômeno para falar da chuva, pra isso existem as palavras e seus significados.

Wittgenstein faz uma observação importante sobre a representatividade do que seria o sinal dentro de um contexto e o atribui predicadores. Ex. "ter dor de dente" - A pessoa que tem dor de dente se comporta do modo a,b,c,d,e,f... no contexto i, ii, iii, iv, v, vi... e assim explica que a expressão "ter dor de dente" significa "isso" com reações "tais" no "contexto tal". A isso chama-se critérios do predicativo. Agora veja, existem situações em que os critérios de predicativo "standartizados" mesclam-se com situação não observadas originariamente mas com outras que com o tempo aparecem. Ex. "ter dor de dente" atende os critérios predicativos mas também em pessoas brancas o seio da face ruboriza! (Conferir sobre o tema: BUCHHOLZ, Kai. Compreender Wittgenstein. 2ª ed. Petrópolis: Vozes. 2009. 165 p.)

Pois bem, se o mundo nada mais é do que uma plêiade de representações fenomênicas e eu tenho que falar para o juiz um conjunto de fenômenos que isolados nada representam, mas que num “contexto narrativo” fazem sentido, afinal, “naha mihi factum dabo tibi ius”, então eu terei que narrar de forma encadeada todos os fenômenos dentro de uma coerência para que haja a prestação e por consequência a tutela jurisdicional, sob pena de que, caso não conte a história direito ao juiz minha inicial seja considerada inepta. (Art. 295 § único II do CPC 1973)

Ainda que eu parta como quer Taruffo, dos fatos provados para a verdade inarredável que será encontrada no processo, eu vou precisar narrá-lo... e mais, ainda que para Heidegger o “ser” seja aquele que tenha consciência de si eu vou pegar emprestado a ideia de ser e ente para fazer a seguinte analogia, a verdade (ser) que se encontra no ente (processo) nada mais é que apreensão interpretativa feita pelo magistrado, onde esse como observador apreenderá e compreenderá o ser(verdade) do conjunto de fenômenos narrados (processo), algo próximo da diferenciação feita por Sartre entre o ser do fenômeno e o fenômeno do ser (Conferir: SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada – ensaio de ontologia fenomenológica. 23ª ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 18-20)

Finalizando…, que me perdoe o Taruffo, mas fico com a teoria narrativista do direito.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Soneto do Corifeu - Vinicius de Moraes


Soneto do Corifeu

São demais os perigos desta vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida

E se ao luar que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher

Deve andar perto uma mulher que é feita
De música, luar e sentimento 
e que a vida não quer, de tão perfeita.

Uma mulher que é como a própria Lua:
Tão linda que só espalha sofrimento
Tão cheia de pudor que vive nua.

Vinicius de Moraes. - Rio 1956 
Nova antologia poética. Org. por Antonio Cicero e Eucanaã Ferraz. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. p. 161.

domingo, 30 de agosto de 2015

Me reconheci...


sábado, 22 de agosto de 2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Empório do Direito


Vampiro - Caetano Veloso (Musica: Jorge Mautner) - "Oh, pero que letra tan hermosa, que habla de un corazón apasionado..."


"Você é uma loucura em minha vida
Você é uma navalha para os meus olhos
Você é o estandarte da agonia
Que tem a lua e o sol do meio-dia."

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

domingo, 16 de agosto de 2015

sábado, 15 de agosto de 2015

Sobre Cultura...



“E não vejo razão alguma pela qual a decadência da cultura não possa continuar e não possamos prever um tempo, de alguma duração, que possa ser considerado desprovido de cultura.”
apud Mario Vargas Llosa. A Civilização do espetáculo. Rio de Janeiro: Objetiva. 2013. p.12.

Nota: Parabéns ao Porta dos Fundos pela crítica criativa.

Sobre educação...



Nota: Parabéns ao Porta dos Fundos pela crítica criativa.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Silenciar e Compreender.


"Tanto quanto o silenciar, o ouvir é modo de compreender. (...) O genuíno silêncio [é] também modo de ouvir e de dizer calando."
Passagem para o poético: filosofia e poesia em Heidegger. São Paulo: Edições Loyola, 2012. p. 170-171. 

Sobre Nietzsche e a Democracia...

domingo, 9 de agosto de 2015

Sobre: tempo, saudade e recordações...


"... recordações; elas têm um perfume de saudade e fazem com que sintamos a eternidade do tempo. O tempo inflexível, o tempo que, como o moço é irmão da Morte, vai matando aspirações, tirando perempções, trazendo desalento, e só nos deixa na alma essa saudade do passado, às vezes composto de fúteis acontecimentos, mas que é bom sempre relembrar."
BARRETO, Lima. O traidor. [S.l.], [19__]. Orig. Ms. 10 f. FBN/Mss I-06,35,0964. Fundo/Coleção Lima Barreto.
apud SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloisa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras. 2015. p. 13.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Estou lendo - "Cândido, ou o Otimismo" de Voltaire



Mas, o que é otimismo?


"É a fúria de sustentar que tudo está bem quando se está mal."
Voltaire. Cândido, ou o Otimismo. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2012. p. 83.








sábado, 1 de agosto de 2015

El Derecho, horrorizado por el vacío de sí mismo...


"El Derecho, horrorizado por el vacío de sí mismo, crea con pretensión de totalidad la realidad con y en la que opera. Al construir su realidad, el Derecho, al mismo tiempo, trata con ello de ocultar la base de su inmanente construcción ficcional. Así, si el Derecho es ficticio y crea ficciones, éstas se manifiestan en el lenguaje; un lenguaje que se configura como performativo.
(...)
[por lo que es necesario]* ...generar nuevos paradigmas para enfrentarnos a la realidad con la que operamos. Porque la rapidez y la agitación, quizás incluso la locura, de estos tiempos no puede ser ubicada en las aristas cortantes de lo recto, sino que necesita, en una medida progresivamente creciente, de la curvatura. Porque los abrazos que enloquecen, como el del caballo de Turín, son curvos y en su curvatura muestran la verdad de Nietzsche, como lo diverso, la poesía, el dolor o el corazón que también son curvos. Y la palabra, venga esta de donde venga, de códigos, de sentencias o de cualquier otra narración, es sin duda curva."

Daniel J. García López
Universidad de Almería
REJIE: Revista Jurídica de Investigación e Innovación Educativa
Núm.9, enero 2014, pp. 115 -120


Nota: [*] Adaptação minha.

El problema de la verdad...


"...decir la verdad consiste en mantener (...) una coherencia narrativa entre los hechos y los enunciados.(...)la verdad viene sustituida por el sentido en el relato. El problema de la verdad, por tanto, se reorienta en el otorgamiento de sentido. No se trata de la vieja y añorada Verdad, fuerte e innegociable, sino de la verosimilitud, de una verdad más débil y a veces incluso condescendiente, y en consecuencia la coherencia narrativa deja de ser un mero –aunque útil– expediente probatorio ante los supuestos de déficits correspondencialistas para postularse con otra dimensión hermenéutica."
Daniel J. García López
Universidad de Almería
REJIE: Revista Jurídica de Investigación e Innovación Educativa
Núm.9, enero 2014, pp. 115 -120

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Direito & Literatura – Especial Ernildo Stein

Sobre a verdade...


"Todas las cosas derechas mienten…Toda verdad es curva..."
Friedrich Nietzsche, 
Así habló Zaratustra, Ed. Alianza, Madrid, 1979, p. 226

domingo, 26 de julho de 2015

Las personas curvas - Jesús Lizano

O Blog iurisdictio-lexmalacitana inspirou este post.



LAS PERSONAS CURVAS

Mi madre decía: a mí me gustan
las personas rectas.

A mí me gustan las personas curvas,
las ideas curvas,
los caminos curvos,
porque el mundo es curvo
y la tierra es curva
y el movimiento es curvo;
y me gustan las curvas
y los pechos curvos
y los culos curvos,
los sentimientos curvos;
la ebriedad: es curva;
las palabras curvas:
el amor es curvo;
¡el vientre es curvo!;
lo diverso es curvo.
A mí me gustan los mundos curvos;
el mar es curvo,
la risa es curva,
la alegría es curva,
el dolor es curvo;
las uvas: curvas;
las naranjas: curvas;
los labios: curvos;
y los sueños; curvos;
los paraísos, curvos
(no hay otros paraísos);
a mí me gusta la anarquía curva.
El día es curvo
y la noche es curva;
¡la aventura es curva!
Y no me gustan las personas rectas,
el mundo recto,
las ideas rectas;
a mí me gustan las manos curvas,
los poemas curvos,
las horas curvas:
¡contemplar es curvo!;
(en las que puedes contemplar las curvas
y conocer la tierra);
los instrumentos curvos,
no los cuchillos, no las leyes:
no me gustan las leyes porque son rectas,
no me gustan las cosas rectas;
los suspiros: curvos; 
los besos: curvos;
las caricias: curvas.
Y la paciencia es curva.
El pan es curvo
y la metralla recta.
No me gustan las cosas rectas
ni la línea recta:
se pierden
todas las líneas rectas;
no me gusta la muerte porque es recta,
es la cosa más recta, lo escondido
detrás de las cosas rectas;
ni los maestros rectos
ni las maestras rectas:
a mí me gustan los maestros curvos,
las maestras curvas.
No los dioses rectos:
¡libérennos los dioses curvos de los dioses rectos!
El baño es curvo,
la verdad es curva,
yo no resisto las verdades rectas.
Vivir es curvo,
la poesía es curva,
el corazón es curvo.
A mí me gustan las personas curvas
y huyo, es la peste, de las personas rectas. 

sábado, 25 de julho de 2015

(...)


“O homem seria metafisicamente grande se a criança fosse seu mestre”
 (Copenhague, 5 de maio de 1813 — Copenhague, 11 de novembro de 1855)

Dançando - Pitty

Livro "Amplo Direito" - Prof. Roberto Cajubá


Hoje tenho a alegria de indicar o livro "Amplo Direito" do Prof. Roberto Cajubá.




Roberto Cajubá é Professor Assistente do Curso de Direito da UESPI/Parnaíba-PI, Mestre em Direito (UFC/CE) além de figura queridíssima no meio acadêmico-jurídico de Parnaíba/PI. Um professor que não forjou-se professor mas que nasceu professor. Culto, eloquente e de espírito altaneiro sua importância na formação de muitos profissionais da área jurídica da cidade de Parnaíba/PI é intrínseca e inconteste.


A obra "Amplo Direito" é resultado de artigos escritos em jornais e blogs com o propósito de atingir a todos os todos os públicos, inclusive aqueles que não operam com o direito (razão pela qual é sortido com belíssimas charges como a que retrata o próprio autor acima). O objetivo é democratizar a linguagem jurídica e estimular reflexões através de uma leitura acessível e com textos curtos, sobre temas de cunho social e jurídico, daí abordar temas como facebook, futebol... sempre com uma "pitada" jurídica.

A leitura do “Amplo Direito” traz a visão do profissional do direito que hoje a faculdade não forma e práxis não molda. O profissional que se preocupa com a resolução dos conflitos, com a paz social, com uma sociedade igualitária e justa. Textos curtos em tamanho mas que demonstram uma aguda percepção social e em cada um [dos textos] subjaz uma profunda reflexão humanística. Claro sem ser rasteiro, profundo sem ser prolixo…

Obra que recomendo veementemente.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Direito e Mídia - Anderson Schreiber

Sobre o amor... "O diagnóstico e a terapêutica" - Por Eduardo Galeano - Livro dos Abraços


"O amor é uma das doenças mais bravas e contagiosas. Qualquer um reconhece os doentes dessa doença. Fundas olheiras delatam que jamais dormimos, despertos noite após noite pelos abraços, ou pela ausência de abraços, e padecemos febres devastadoras e sentimos uma irresistível necessidade de dizer estupidezes. O amor pode ser provocado deixando cair um punhadinho de pó de me ame, como por descuido, no café ou na sopa ou na bebida. Pode ser provocado, mas não pode impedir. Não o impede nem a água benta, nem o pó de hóstia; tampouco o dente de alho, que nesse caso não serve para nada. O amor é surdo frente ao Verbo divino e ao esconjuro das bruxas. Não há decreto de governo que possa com ele, nem poção capaz de evitá-lo, embora as vivandeiras apregoem, nos mercados, infalíveis beberagens com garantia e tudo."
Eduardo Galeano 

sábado, 18 de julho de 2015

As pílulas do ativismo anticoncepcional...


Recomendo veementemente a leitura do artigo "As pílulas do ativismo anticoncepcional da Justiça do Trabalho" de autoria dos Professores Lenio Streck e André Karam.

Abraço,

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Por que lembrei da administração pública?


"Os efeitos da burocracia são a idiotice moral, a estupidez intelectual, o amor ao protocolo e o "não" a qualquer forma de originalidade."
Luiz Felipe Pondé
Coluna - A banalidade do bem.
Jornal Folha de São Paulo - 13/07/2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Direito Penal a Marteladas - Amilton Bueno de Carvalho

Sobre Deus...

Entre o "ser" e o "estar" por Vinicius de Moraes.


O homem que diz "dou" não dá, 
Porque quem dá mesmo não diz.

O homem que diz "vou" não vai, 
Porque quando foi já não quis.

O homem que diz "sou" não é, 
Porque quem é mesmo é "não sou". 

O homem que diz "estou" não está. 
Porque ninguém está quando quer.
(...)
Vinicius de Moraes

(...)já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas(...)

domingo, 5 de julho de 2015

Hoje, Machado me ensinou que...


"A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito."

Machado de Assis
Contos Escolhidos (Conto - Verba testamentária). 4ª ed. São Paulo: Martin Claret, 2014. p.172.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O pensar(...) é a atividade do eu substancial...



NUNES, Benedito. O dorso do tigre - (Ensaio: Os outros de Fernando Pessoa). 3ª ed. São Paulo: Editora 34. 2009. p. 207.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Descompasso.


(...)
Devagar, porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade
(...)
Fernando Pessoa . 30-12-1934
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).  - 71.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O "absurdo" de 100 anos atrás... e parece tão atual...


Livro do Desassossego - Bernardo Soares


ABSURDO


Tornarmo-nos esfinges, ainda que falsas, até chegarmos ao ponto de já não sabermos quem somos. Porque, de resto, nós o que somos é esfinges falsas e não sabemos o que somos realmente. O único modo de estarmos de acordo com a vida é estarmos em desacordo com nós próprios. O absurdo é (o) divino.
Estabelecer teorias, pensando-as paciente e honestamente, só para depois agirmos contra elas — agirmos e justificar as nossas acções com teorias que as condenam — talhar um caminho na vida, e em seguida agir contrariamente a seguir por esse caminho. Ter todos os gestos e todas as atitudes de qualquer coisa que nem somos nem pretendemos ser, nem pretendemos ser tomados como sendo.
Comprar livros para não os ler; ir a concertos nem para ouvir a música nem para ver quem lá está; dar longos passeios por estar farto de andar e ir passar dias no campo só porque o campo nos aborrece.

s.d.

Livro do Desassossego por Bernardo Soares. Vol.II. Fernando Pessoa. (Recolha e transcrição dos textos de Maria Aliete Galhoz e Teresa Sobral Cunha. Prefácio e Organização de Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1982.
 - 460.

"Fase decadentista", segundo António Quadros (org.) in Livro do Desassossego, por Bernardo Soares, Vol I. Fernando Pessoa. Mem Martins: Europa-América, 1986.

29 de Junho - Dia de São Pedro

Festas Juninas... festas que aquecem todos os corações...



(...)
Voei... Voei... 
Para o meu amor encontrar 
E quando beijei o teu rosto 
A lua veio nos admirar 
É que era São João 
E mais ardente o amor se dá 
Junto à chama da fogueira 
Novos sonhos vão rolar...
(...)



(...)
E o calor que eu sinto é 
O amor que você me traz 
Pois você pedaço de mau caminho 
É delirar, enlouquecer devagarinho 
Viver ao léu pairando solto pelo ar 
Na esperança de te ver, te encontrar
(...)

sábado, 27 de junho de 2015

Este artigo traz a descrição perfeita do caos instalado no ensino jurídico brasileiro...


Recomendo veementemente a leitura do artigo "Cultura de massa e o ensino jurídico standard no Brasil" dos Professores Rafael Tomaz de Oliveira e Victor Drummond..

Abraço,

Estou lendo...



O dorso do tigre - Benedito Nunes


Movendo-se livremente tanto na esfera dos conceitos filosóficos como na via sensível da obra de arte, Benedito Nunes é um caso raro de intelectual. Como observou Antonio Candido, por reunir as qualidades de filósofo e grande crítico literário, o autor traz, para a literatura, um nível de abstração rigorosa poucas vezes alcançado e, para a filosofia, um apurado sentimento estético.

Publicado originalmente em 1969, O dorso do tigre é um marco no horizonte da interpretação literária e da reflexão filosófica entre nós. Nos sete ensaios da primeira parte, o autor analisa algumas das principais contribuições à filosofia contemporânea, entre elas a de Foucault e Heidegger, de que é um dos maiores intérpretes em língua portuguesa. Da segunda parte do livro, constam ensaios que renovaram os estudos sobre Clarice Lispector ("A experiência mística de G. H.", "Linguagem e silêncio"), Guimarães Rosa ("O amor na obra de Guimarães Rosa") e Fernando Pessoa ("Os outros de Fernando Pessoa"), para citar apenas alguns.

No todo, o leitor não deixará de notar o firme compromisso com o trabalho intelectual, a larga erudição e o discernimento profundo no trato com a cultura. Tudo isso não para "domar o esquivo tigre da criação" — como assinala Affonso Ávila em texto incluído como posfácio a esta edição —, mas sim "iluminá-lo pela reflexão crítica, para então compreender, com olhos de inteira lucidez, as cores reais de seu dorso cambiante, o seu exato sentido e destinação".

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Sobre encontros... - "A vida é a arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida!" (Vinicius de Moraes)


Existem pessoas que se fazem necessárias conhecer.
Em 2015 conheci uma pessoa assim... indispensável e necessária ainda que sua ausência física, em razão de um desencontro geracional, pouco represente frente a imponência metafísica de suas ideias (e como estas últimas rareiam no mundo…)
Falo de Benedito Nunes(Belém, 21 de novembro de 1929 - Belém, 27 de fevereiro de 2011) - filósofo, professor, crítico de arte e escritor brasileiro.
Eis uma daquelas vozes redentoras... de fluido pensamento poético, representação humana daquilo que se chama condição de possibilidade e intérprete fecundo de Heidegger e Clarice Lispector, dois espíritos livres como o seu...
Salve Benedito Nunes!



Este ano, de autoria de Benedito Nunes, já li: