segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ariano Suassuna - Autor por Autor - TV Cultura.


“Que são os homens, senão a aparência de teatro?
A vaidade e a fortuna governam a farsa desta vida.
Ninguém escolhe o seu papel, cada um recita o que lhe dão.
Aquele que sai sem fausto nem cortejo
e que logo no rosto indica que é sujeito à dor, à aflição, à miséria,
esse é o que representa o papel de homem.
A morte, que está de sentinela, em uma das mãos sustenta o relógio do tempo.
Na outra, a foice fatal.
E com esta, em um só golpe, certeiro e inevitável,
dá fim à tragédia, fecha a cortina e desaparece”.


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