terça-feira, 3 de junho de 2014

Quem sabe, cala.

56 - A serenidade do sábio

Quem sabe, cala.
Quem fala, não sabe.
O sábio vive calado,
Voltado para dentro de si;
Mitiga o que é agudo,
Deslinda o que é emaranhado,
Suaviza o que é violento,
Nivela-se com o que é singelo.
Assim conscientiza ele a Realidade.
Unifica-se com o grande Uno,
Mantém-se eqüidistante de simpatia e antipatia,
Indiferente a lucro e perda,
Acima de louvor e vitupério.
É nisto que ele vê a verdadeira nobreza.


Lao-Tsé
  Tao Te Ching - São Paulo: Martin Claret, ed. 5ª, 2013, p. 112.

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