segunda-feira, 14 de abril de 2014

O que estou lendo... - A Revolução do Amor - Luc Ferry

http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=1109

Estou lendo essa esplendorosa obra do Filósofo Luc Ferry, onde o autor propõe um novo olhar sobre a humanidade, onde para além do humanismo das luzes e de seus críticos, para além de Kant e Nietzsche, uma nova espiritualidade laica nasce da sacralização do ser humano por meio do amor.

Segue resenha da editora:

"É uma evidência que salta aos olhos, que percorre e transtorna permanentemente nossa vida privada. No entanto, mal ousamos confessá-la, a não ser na mais restrita intimidade: é o amor que dá sentido a nossa existência."

Contrário às teorias pessimistas sobre o esvaziamento de valores do século XXI, Luc Ferry propõe outro olhar sobre a humanidade. A ausência de um deus ou da razão, como princípio fundador, teria aberto espaço - com a evolução da história da família - para a importância primordial que hoje é dada à busca pelo amor. O intelectual francês denomina essa nova dimensão do comportamento humano de espiritualidade laica.

Segundo Luc Ferry, "hoje, no Ocidente, ninguém arrisca a própria vida para defender um deus, uma pátria ou um ideal de revolução. Mas vale a pena se arriscar para defender aqueles que amamos". Seguindo o pensamento humanista secular, ele afirma que o amor é o novo grande princípio da existência humana.

Figuras espirituais, como a do deus das religiões monoteístas, a razão, as novas descobertas científicas, entre tantos outros valores e fatos que constituíram ao longo dos séculos as culturas como são hoje, pairavam acima da vida sentimental. No entanto, quem morreria hoje, pelo menos no Ocidente, por deus, pela pátria ou em nome de uma revolução?

O conjunto de fatores que torna cada vez mais laica a população ocidental faz com que o homem busque uma nova forma de espiritualidade, que nasce da própria sacralização por meio do amor. É nele que o autor reconhece o sentido que o ser humano encontra na própria existência. "Vivemos a revolução do amor, e essa é a melhor notícia do milênio", afirma Ferry.

Um comentário:

Dyego Phablo disse...

Gostei do título. Mas prefiro ficar (sou suspeito, confesso... rs) com Warat e sua Declaração Surrealista dos Direitos do Homem: direito ao amor, à alteridade, ao outro. Direitos de sexta dimensão!!! Abraços!