sábado, 27 de julho de 2013

Bobók - Fiódor Dostoiévski


Olá amigos,

Hoje conclui a leitura do livro "Bobók" de Dostoiévski, publicação da Editora 34, edição 2013. Dos livros de Fiódor publicados pela Editora 34, esse é único que não consta na Obra Completa publicada pela Editora Nova Aguilar.

O livro é surpreendente tanto na forma quanto no conteúdo. Quanto à forma, tenho a destacar a qualidade editorial, o projeto gráfico da Editora 34 é de ótima qualidade e além da impecável tradução de Paulo Bezerra a editora ainda brinda os leitores com dois ensaios ao final do livro, um de Paulo Bezerra e outro de Mikhail Mikhailovich Bakhtin, filósofo e teórico russo, um dos maiores especialistas na problemática da poétiica dostoiévskiana.

O conto "Bobók" é escrito em forma de menipeia e é tida como uma resposta de Dostoiévski à crítica que ele recebeu pela publicação de sua obra "Os Demônios", obra esta, que retratava as vicissitudes sociais, ideológicas e morais da Russia do Séc XIX.

Um excelente livro, recomendo a leitura.

Abraço,

Danilo.
PS. Segue abaixo apresentação da obra que consta no site da Editora 34
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Bobók - Fiódor Dostoiévski
Tradução de Paulo Bezerra

Ilustrações de Oswaldo Goeldi
Posfácio e notas de Paulo Bezerra; texto de Mikhail Bakhtin
Coleção Leste
96 p. - 14 x 21 cm
ISBN 978-85-7326-505-7
2013 - 1ª edição

A obra do escritor russo Fiódor Dostoiévski sempre despertou reações inflamadas da crítica. Aclamado já em seu primeiro romance, Gente pobre, incompreendido com o segundo, O duplo, nenhuma outra obra sua, porém, lhe rendeu ataques tão violentos quanto Os demônios, de 1871. É nesta situação que, em janeiro de 1873, ele assume o cargo de redator-chefe do Grajdanin, semanário de política e literatura de propriedade do reacionário príncipe Miescherski, o que compromete ainda mais sua imagem junto aos meios intelectuais e literários.

Primeiro texto de ficção publicado no Diário de um escritor, que então estreava como seção do Grajdanin, o conto Bobók, mais do que uma resposta genial do autor a seus críticos, é uma peça-chave do universo dostoievskiano: aquela que concentra, como numa cápsula, as principais aspirações criativas do escritor. Com prefácio de Paulo Bezerra, que verteu a obra para o português, e um texto esclarecedor do ensaísta russo Mikhail Bakhtin, esta edição conta ainda com oito desenhos magistrais de Oswaldo Goeldi, um dos raros artistas a criar um universo plástico à altura da obra excepcional de Dostoiévski.
 
Sobre o autor
Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski nasceu em Moscou a 30 de outubro de 1821, e estreou na literatura com Gente pobre, em 1844. Após ser preso e condenado à morte pelo regime czarista em 1849, teve sua pena comutada para quatro anos de trabalhos forçados na Sibéria, experiência retratada em Recordações da casa dos mortos (1861). Após esse período, escreve uma sequência de grandes romances, como Crime e castigo e O idiota, culminando com a publicação de Os irmãos Karamázov em 1880. Reconhecido como um dos maiores autores de todos os tempos, Dostoiévski morreu em São Petersburgo, a 28 de janeiro de 1881.

Sobre o tradutor
Paulo Bezerra estudou língua e literatura russa na Universidade Lomonóssov, em Moscou, e foi professor de teoria da literatura na UERJ e de língua e literatura russa na USP. Livre-docente em Letras, leciona atualmente na Universidade Federal Fluminense. Já verteu diretamente do russo mais de quarenta obras nos campos da filosofia, psicologia, teoria literária e ficção, destacando-se suas premiadas traduções de Crime e castigo, O idiota, Os demônios e Os irmãos Karamázov, de Dostoiévski. Em 2012 recebeu do governo da Rússia a Medalha Púchkin, por sua contribuição na divulgação da cultura russa no exterior.

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