sexta-feira, 19 de abril de 2013

Entrevista com Mario Vargas Llosa - Revista Cult - Edição 177

MarioVargas Llosa

Nobel peruano lamenta a vulgarização da alta cultura e critica os ícones da vanguarda
 
Por Marília Kodic
Ele pode não ser universalmente admirado, mas se há uma qualidade apreciável em Mario Vargas Llosa, 76, é o tipo de coragem intelectual que o leva a criticar de Damien Hirst e John Cage a Carla Bruni em seu último livro, La civilización del espectáculo (“A civilização do espetáculo”, a ser lançado no Brasil no segundo semestre pela Alfaguara).
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Frequentemente criticado por suas opiniões políticas conservadoras, o peruano – que concorreu à presidência de seu país em 1990, perdendo no segundo turno – sublinha, nesta coleção de ensaios, sua aversão à democratização da cultura: “Esta louvável filosofia teve o indesejado efeito de trivializar e vulgarizar a vida cultural”.
De modo consideravelmente pessimista e nostálgico, o escritor se debruça na mudança do conceito de cultura ao longo de sua vida, vendo-a como convertida em algo banal e superficial por uma sociedade hedonista que prioriza o entretenimento. Segundo ele, na sociedade de hoje, o estado de ignorância não é visto como um problema, o que leva ao conformismo e à atitude passiva da civilização. Leia reportagem completa aqui

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