domingo, 10 de março de 2013

Vinicius de Moraes - Música, Poesia e Amor - Entrevista com Fernando Sabino


Um comentário:

Dyego Phablo disse...

Transcrevo aqui um trecho de uma dissertação que estou lendo que, não sei por qual motivo (talvez saiba, mas não consiga exprimi-lo) vejo uma sensibilidade em comum com a poesia, com a arte e com a vida. Sensibilidade esta que o direito nos arranca.
"O amor, a poesia, a loucura, a magia, a imaginação, são formas de conhecimento que foram abortadas pela modernidade, cuja meta era submeter todos os domínios da vida do homem à racionalidade. Parece não haver lugar para o amor, a magia, o inesperado, o novo e a loucura num mundo dominado pela razão. Warat trouxe para aquele grupo de estudantes - que mais tarde se reuniram como o Grupo de Pesquisas Direito e Arte da UnB inscrito na Plataforma Lattes - a proposta de viver e construir o saber através dessas instâncias do conhecimento.
No seu Manifesto do Surrealismo Jurídico, Warat denunciou a frieza do mundo racional, a insipidez das categorias ditas científicas e a incapacidade do ensino clássico de ajudar o homem a construir sua singularidade, sua autonomia, de viver em estado de alteridade, de ter uma vida feliz e criativa. Afirmou a necessidade de uma ruptura com esse estado de coisas e apontou a necessidade de deslocamento para outra visão de mundo que fosse capaz de recuperar o desejo do homem no seu corpo." Mais adiante: "Experimentar a criatividade, a imaginação, abandonar-se diante do lúdico, viver o inesperado, viver e conviver. Inscrever no espaço da academia, da Faculdade de Direito, saberes que foram deixados do lado de fora, no alpendre do prédio da modernidade. Admitir essa possibilidade era, sem dúvida, criar rupturas, pontos de fuga no instituído, ousar o novo. O Eros desejante, o Dionísio desmesurado, a vida".
Sinceramente, somente na leitura de dois textos consegui sentir alguma coisa inquietante, pulsante, que não sabia explicar, que sentia em mim mesmo, que de certa forma me via nos escritos: Esaú e Jacó e essa dissertação.
Abraços.