domingo, 24 de fevereiro de 2013

O poder do silêncio - por José Adércio Leite Sampaio


Recomendo a leitura...
Danilo.

(...) "O silêncio não significa indiferença, certo, pode ser uma lástima, pois o direito não socorre aos que dormem. Mas há os dorminhocos barulhentos e os quietos.  Se o barulho for o produto mais do dinheiro do que da voz sonâmbula, o direito, entortado, lhes acode e solta o braço dos mudos de destino. Sim, uma lástima. No direito, na vida." (...) (Continue lendo...)

5 comentários:

Dyego Phablo disse...

Bom texto. Faço, no entanto, duas observações coerentes com os próprios argumentos e caminho que escolhi seguir (uma coerência acima de tudo moral, porque poderia muito bem ser incongruente externamente sem que alguém saiba disso). A diferença que a autora faz entre regra (fechada) e princípio (aberto) parece que não pode ser sustentada pela visão alexyana, isto porque, como o próprio Virgílio deixa claro naquele artigo sobre regras e princípios, essa diferença em alexy não é levada em conta pra diferenciarmos uma categoria da outra. Quem faz essa constatação é o Ávila, salvo me engano.
Outra: parece que a autora faz uma aproximação entre princípio e valor. Valor é um juízo pessoal de cada pessoa. Está intrinsecamente ligada à subjetividade do intérprete. Se princípio for valor, então princípio será aquilo que o magistrado diz que é. E um dos problemas da teoria alexyana (creio) que seja está ligado a isso, pois, a depender do juízo pessoal do magistrado, com a teoria, com o procedimento, poderíamos chegar a vários resultados mascarados sob a chancela "racional" da própria teoria. Enfim. Fora essas discordâncias (absolutamente normais), belo texto!

Abraços.

Dyego Phablo disse...

Ops... acho que o comentário era pro texto de Maria Celina...

Danilo N. Cruz disse...

Boa observação Dyego, apenas ressalvo que a ideia de valor nos termos propostos pela Prof.ª Maria Celina tem fulcro na obra Dworkin, sendo essa sua observação um dos pontos de dissenso entre Alexy e Dworkin, apesar de primeiro ter o segundo como referencial...

Abraço,

Danilo.

Emmanuel Rocha Reis disse...

Grande Danilo, só agora consegui visualizar o seu blog. Parabens pelo espaço muito suave na dinâmica do Direito e outras facetas, só tem um probleminha, essa historia ai de tricolor.hehe..
Quanto ao Silêncio, vou de Andre Luiz, isso vem me confortando nos ultimos dias.abçs!

HORA DO SILÊNCIO

Confuso, ele te ajudará a encontrar soluções adequadas.
Indeciso, ele te ajudará a fortalecer a idéia de maior equilíbrio
Desacreditado, ele te ajudará a reconhecer
que o mais importante é acreditares em ti
mesmo
Vencido, ele te ajudará no refazimento de tuas forças
Ressentido, ele te ajudará a lutar contra o melindre
Injustiçado, ele te ajudará a perceber
que o perdão rompe a cadeia do mal.
Incompreendido, ele te ajudará a sustentar a paciência.
Quando te encontrares em qualquer dificuldade
emocional, recorda o silêncio como
instrumento divino de construção e paz

André Luiz /Do livro Decisão.

Danilo N. Cruz disse...

Grande Emmanuel,

Que felicidade em vê-lo por aqui, fique a vontade e sinta-se em casa. O espaço aqui é nosso.
Obrigado pela belíssima passagem!
Abraço,
Danilo