quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cotidiano nº 2 - Vinicius de Moraes

(...)
Aos sábados em casa tomo um porre
E sonho soluções fenomenais
Mas quando o sono vem e a noite morre
O dia conta histórias sempre iguais
(...)
Às vezes quero crer mas não consigo
É tudo uma total insensatez
Aí pergunto a Deus: escute, amigo
Se foi pra desfazer, por que é que fez?
(...)

Um comentário:

Carla Martins disse...

Fique pensando: os sábados são sempre iguais, porque ele sempre faz tudo igual... É uma reflexão que gosto de fazer - nada muda se nós não mudarmos.
Esses versos me levaram a um de Fernando Pessoa:
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente"
Abraço,
Carla.