domingo, 20 de fevereiro de 2011

A última flor do lácio em pétalas - Parte I

Olavo Bilac em inspirada homenagem cantou:

Língua portuguesa

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!


Hoje daremos inicio à uma série de postagens sob o título "A última flor do lácio em pétalas" onde traremos pequenas dicas sobre a língua portuguesa.

Ortografia - letras dobradas.

Vamos escrever rr e ss sempre quando, entre vogais, essas letras representarem os sons simples de r e s iniciais; e cc ou quando a primeira letra soa distintamente da segunda.

Ex. carro, farra, passo, convicção, occipital, etc.

Duplicaremos o r e o s todas as vezes que um elemento de composição, prefixo ou pseudoprefixo terminado em vogal se segue, sem interposição de hífen, por palavra começada por r ou s.

Ex. prerrogativa, pressentir, arritmia e para finalizar um exemplo muito citado nos manuais de direito e processo penal o (correto) corréu em detrimento do (errado) có-réu.

Existe regra que diz os prefixos ou os pseudoprefixos só exigem hífen se a palavra seguinte começa por h ou se começa pela mesma letra que encerra tais elementos.

Ex. anti-horário, anti-infeccioso

Obs. O prefixo co não exige hífen, então o correto é corréu.




 

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