sábado, 15 de janeiro de 2011

Fidelidade e consciência.

"O jurista tem a grave tarefa de promover a melhor aplicação do direito, aumentando, com sua atividade, o grau de certeza da ciência do direito. A tarefa do jurista é a luta contra o arbítrio. Tudo o que ele escreve e exterioriza serve de norte para ações futuras, motivo pelo qual não pode interpretar o direito contra os preceitos éticos, morais e, principalmente, democráticos, porque isto seria ato de sabotagem, de ação revolucionária, mas não método de busca científica. O jurista não pode semear discórdia, incerteza, insegurança, desigualdade e desequilibrio social. Por isso a democracia e a ética obrigam-no, constantemente, a fazer um exame de consciência a respeito de sua atividade."

Nelson Nery Jr.
(Princípios do processo na Constituição Federal. 9.ed. São Paulo: RT, 2009. p.74)

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