sábado, 7 de junho de 2008

Perdeu mais uma oportunidade de ficar calado!

Ontem dia 06/06/2008 nosso Excelentíssimo Presidente da República perdeu mais uma oportunidade de ficar calado ao criticar a lei eleitoral.
Segue notícia publicada no Yahoo Notícias:
"BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de "falso moralismo" as restrições da lei eleitoral na liberação de recursos em ano de eleições ao assinar nesta sexta-feira contratos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com Estados.
"Você tem o dinheiro, a necessidade, você tem as pessoas que precisam e, pelo falso moralismo deste país, se parte do pressuposto que um presidente ou um governador assinar um contrato com um prefeito é beneficiar o prefeito. Ou seja, é o lado podre da hipocrisia brasileira, em que você pára um determinado tempo pela suspeição", afirmou Lula no Palácio do Planalto.
O presidente deixou claro que precisava assinar os convênios com os governadores para cumprir o prazo das regras eleitorais. Em geral, Lula viaja aos Estados para lançar as obras do PAC em cerimônias com farta presença popular e de políticos.
O governo quer evitar punições pelo não cumprimento da legislação eleitoral, que permite a execução de obras nos Estados e municípios somente até 5 de julho, quatro meses antes das eleições municipais, que se realizam em outubro.
"Este ato está sendo feito aqui hoje por uma única razão: é que no começo de julho nós não podemos mais assinar contratos porque a eleição neste país, ao invés de ser uma coisa importante para consagrar a democracia, ela faz com que quem governa fique um ano sem governar em quatro anos de mandato", criticou.
Ao reiterar que os contratos do PAC são assinados com governadores e prefeitos de todos os partidos, Lula convocou os chefes de Executivo a chancelarem as obras porque a Fazenda fica "doida" para ficar com os recursos e engordar o superávit primário.
Ele exemplificou com a verba que está disponível na Caixa Econômica Federal (CEF), de 1,5 bilhão de reais, que ficará presa se os contratos não forem assinados a tempo.
Como resposta à infeliz crítica, o brilhante jurista, poeta e presidente do TSE, Min. Carlos Ayres de Brito :
"A lei não é hipócrita, é necessária".
(...)
"Não se trata de falso moralismo, e a lei não é hipócrita por nenhum modo. Ela ocupa um espaço de moralidade e autenticidade democrática que se fazia necessário"
(...)
"A lei veio com a emenda da reeleição para chefias executivas e se fez necessária exatamente para impedir o abuso do poder político executivo. E nessa medida a lei merece todo o aplauso"
(...)
"O que pode acontecer nesta nova quadra eleitoral, por efeito de incessantes reclamações das chefias executivas, é um mais detido exame sobre o conteúdo desses dois artigos de modo a ponderar ou calibrar legítimos interesses em eventual estado de confrontação. Mas que se exalte de logo, em alto e bom som, a moralizadora base de inspiração da lei 9.504 [lei eleitoral], que por nenhum modo consagra a hipocrisia"
Podia ter ido dormir sem essa...

Um comentário:

Anônimo disse...

Apesar de não concordar com boa parte das declarações do Lula, não vejo razões pra ele ficar calado dessa vez.

Talvez ele não tenha usado a palavra "hipocrisia" de forma correta.

Agora, é bem verdade o que ele disse: que qualquer medida realizada esse ano será e tem sido sempre tachada como de propósito eleitoral. E isso deve "encher o saco", impedindo-o de trabalhar direito.